{"id":93,"date":"2020-08-28T13:12:04","date_gmt":"2020-08-28T13:12:04","guid":{"rendered":"https:\/\/fbln.me\/phd-hints\/?p=93"},"modified":"2020-12-01T16:45:01","modified_gmt":"2020-12-01T16:45:01","slug":"ciencia-percepcoes-simbolicas-individuais-e-coletivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fbln.me\/phd-hints\/2020\/08\/28\/ciencia-percepcoes-simbolicas-individuais-e-coletivas\/","title":{"rendered":"CI\u00caNCIA: PERCEP\u00c7\u00d5ES SIMB\u00d3LICAS INDIVIDUAIS E COLETIVAS"},"content":{"rendered":"\r\n<div class=\"boldgrid-section\">\r\n<div class=\"container\">\r\n<div class=\"row\">\r\n<div class=\"col-md-12 col-xs-12 col-sm-12\">\r\n<p>Como \u00e9 feita a ci\u00eancia? Como se tornar um pesquisador independente? O que fazer para desenvolver cientistas produtivos e relevantes? Essas s\u00e3o perguntas aparentemente instrumentais, mas suas respostas carregam em si parte da explica\u00e7\u00e3o de como est\u00e3o estabelecidos o tecido social, as rela\u00e7\u00f5es sociais e a luta pelo poder.<\/p>\r\n<p class=\"\"><strong>PERCEP\u00c7\u00d5ES INDIVIDUAIS: <\/strong>Santos e Slavi (2003) destacam em seu artigo sobre a \u201cSemi\u00f3tica Peirceriana\u201d que para Charles Peirce todas as ci\u00eancias seriam ci\u00eancias da observa\u00e7\u00e3o e que toda a l\u00f3gica cient\u00edfica deriva da percep\u00e7\u00e3o, inclusive nas ci\u00eancia exatas.<br>Durante um doutoramento, por exemplo, Buarque (2015) ensina em uma aula-conversa sobre doutoramento e produ\u00e7\u00e3o de pesquisadores independentes, que a autodescoberta ontol\u00f3gica do pesquisador e a descoberta cient\u00edfica em si acontecem praticamente ao mesmo tempo.<\/p>\r\n<p><strong>PERCEP\u00c7\u00d5ES COLETIVAS: <\/strong>J\u00e1 enquanto processo coletivo, Marcuse (1968) destaca a ci\u00eancia humana como \u201ca mais poderosa arma e o instrumento mais eficaz na luta por uma exist\u00eancia livre e racional.\u201d Destaca o autor que o esfor\u00e7o deve ir al\u00e9m do estudo em si dos laborat\u00f3rios e salas de aula, em busca de uma condi\u00e7\u00e3o social que permita combater a autodestrui\u00e7\u00e3o humana. Afirma que a liberta\u00e7\u00e3o em si n\u00e3o \u00e9 mera consequ\u00eancia indireta da ci\u00eancia, mas a sua pr\u00f3pria realiza\u00e7\u00e3o. A figura abaixo elaborada por Ribeiro Filho <em>et. al. <\/em>(2009)<em>, <\/em>a partir do pensamento cl\u00e1ssico de Kunh (1970), representa bem o processo de constru\u00e7\u00e3o social da ci\u00eancia.<\/p>\r\n<p>Na ilustra\u00e7\u00e3o identifica-se que paradigmas cient\u00edficos evoluem de acordo com o reconhecimento de anomalias em uma determinada teoria, isso resulta em um per\u00edodo de inseguran\u00e7a, que proporciona a gera\u00e7\u00e3o de jogos alternativos de ideias, que segundo Khun (1970), a partir dessa colis\u00e3o dial\u00e9tica s\u00e3o identificadas escolas de pensamento e \u00e9 poss\u00edvel o estabelecimento de um novo paradigma dominante.<\/p>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter\">\r\n<p class=\"mod-reset\"><img src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/atBSYOCtlCWfXhXYa-nMvuyW_8p7gdFf5Ue9LDqzr0Nm6YV_eZ9KsyjqypIUxCucFK45BLLzX-UvlRkTFVeLgx-ND3eTFGyeKdWJ-QEgU_SXqaZul7m4_i9AaxLxqJnKUueaZk0k\" alt=\"\"><\/p>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"boldgrid-section\">\r\n<div class=\"container\">\r\n<div class=\"row\">\r\n<div class=\"col-md-12 col-xs-12 col-sm-12\">\r\n<p><strong>CI\u00caNCIA CONSTRUTO HUMANO<\/strong><\/p>\r\n<p class=\"\">Assim, tende-se a crer em uma ci\u00eancia como produto eminentemente humano, produzido pelas pessoas em uma rela\u00e7\u00e3o quase simbi\u00f3tica com a pesquisa, bem como na ci\u00eancia como um processo social de valida\u00e7\u00e3o por \u201ciguais\u201d e \u201cseguidores\u201d em busca da verdade paradigm\u00e1tica, da justi\u00e7a cient\u00edfica, de uma ci\u00eancia que seja humana, mas sobretudo n\u00e3o um fim em si mesmo. No contexto da luta pela liberdade e pela sobreviv\u00eancia argumentada por Marcuse, o homem e a ci\u00eancia cabem apenas em um lugar onde a vida e a liberdade s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es invariantes. A menos que socialmente se construa um pensamento autodestrutivo ou necr\u00f3filo.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Combatendo a l\u00f3gica instrumental da ci\u00eancia, Fromm (1981) ensina que \u201c(&#8230;) no pensamento cient\u00edfico, o pensamento correto \u00e9 o mais importante, tanto sob o aspecto da honestidade intelectual como sob o aspecto da aplica\u00e7\u00e3o do pensamento cient\u00edfico \u00e0 pr\u00e1tica \u2013 isto \u00e9, a t\u00e9cnica.\u201d (FROMM, 1981).&nbsp;<\/p>\r\n<p>Por fim, tenho novas perguntas, agora sequer podem ser confundidas por algum desatento com quest\u00f5es instrumentais, sob pena de ser classificado como c\u00e9tico, ou at\u00e9 mesmo como c\u00ednico. O conhecimento produzido por m\u00e1quinas inteligentes pode ser chamado de conhecimento cient\u00edfico, dada a natureza da ci\u00eancia como fen\u00f4meno humano e social? Os conceitos atuais comportam tamanha distopia?&nbsp;<\/p>\r\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\r\n<p>ALVES, Rubem. Filosofia da Ci\u00eancia: Introdu\u00e7\u00e3o ao jogo e suas regras. 20\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1994.<\/p>\r\n<p>BUARQUE, F.B.L. Aula conversa como fazer um doutorado: <em>stress-free<\/em>. WWU-M\u00fcnster, Out-2015.<\/p>\r\n<p>FROMM, Erich. O medo \u00e0 Liberdade. Ed. Zahar, 1981.<\/p>\r\n<p>KUHN, Thomas S. A Estrutura das Revolu\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas. S\u00e9rie debates, Editora Perspectiva, 1970.&nbsp;<\/p>\r\n<p>MARCUSE, H. Texto revisado da palestra ministrada no <em>Lake Arrowhead Center of the University of California<\/em>, Los Angeles (julho de 1966). [tradu\u00e7\u00e3o foi feita a partir da publica\u00e7\u00e3o de<em> The responsibility of science em Leonard Krieger e Fritz Stern<\/em> (Org.), <em>The responsibility of power: historical essays in honor of Hajo Holborn<\/em> (New York, Doubleday, 1967), p. 439-44. <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1678-31662009000100008\">https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1678-31662009000100008<\/a><\/p>\r\n<p>RIBEIRO FILHO, Jos\u00e9 F. et al. Evolu\u00e7\u00e3o da contabilidade financeira na perspectiva emancipat\u00f3ria de Erich Fromm: O processo de constru\u00e7\u00e3o das Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor P\u00fablico \u2014 NBCASP. Sociedade, Contabilidade e Gest\u00e3o, v. 4, n. 1, p. 5-20, jan.\/jun. 2009.<\/p>\r\n<p>SANTOS, G. L.; SALVI, R. F. &#8220;Apontamentos sobre poss\u00edveis contribui\u00e7\u00f5es da semi\u00f3tica de Charles Sanders Peirce na educa\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica.&#8221; <em>Revista Brasileira de Ensino de Ci\u00eancia e Tecnologia<\/em> 6, no. 2 (2013).<\/p>\r\n<p><strong>INSTRU\u00c7\u00d5ES ENTREG\u00c1VEL BLOCO 1<\/strong><\/p>\r\n<p>Assistir a palestra desse link e produzir 1-2 p\u00e1ginas sobre qualquer um dos assuntos abordados e pertinentes ao escopo deste Bloco-1.<\/p>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\r\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">https:\/\/youtu.be\/Oqytn2JZzhc<\/div>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"boldgrid-section\">\r\n<div class=\"container\">\r\n<div class=\"row\">\r\n<div class=\"col-md-12 col-xs-12 col-sm-12\">\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como \u00e9 feita a ci\u00eancia? Como se tornar um pesquisador independente? O que fazer para desenvolver cientistas produtivos e relevantes? Essas s\u00e3o perguntas aparentemente instrumentais, mas suas respostas carregam em si parte da explica\u00e7\u00e3o de como est\u00e3o estabelecidos o tecido social, as rela\u00e7\u00f5es sociais e a luta pelo poder. 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